Constituinte no Brasil, Tripartite na USP

A vitória parcial do golpe de estado no Brasil mostrou que não podemos permitir que o regime político vá na direção em que está indo. A burguesia se utilizou do monopólio das comunicações, da polícia federal, do poder judiciário, de um Congresso vendido para impor um governo que quer realizar duros ataques a todo povo brasileiro, como a entrega do pré-sal, o fim da CLT, a terceirização, as privatizações etc. .

Temos que manter o foco e combater, não apenas Temer, mas todos os golpistas. O movimento democrático, operário e popular tem que impor uma dura derrota aos golpistas, derrota que tem culminar numa assembleia nacional constituinte controlada e organizada pelo povo, para alterar a estrutura do regime a partir da organização independente do povo, e não das instituições que aí estão.

Aqui na USP, temos uma situação similar. Os mesmos golpistas que agora governam o país, governam a USP. O movimento estudantil tem se enfrentando com a reitoria todos os anos. Chegou a hora da discutirmos como faremos para garantir uma universidade que seja pública, gratuita, livre, sem repressão.

A única solução é, como no caso nacional, modificar radicalmente o regime existente na Universidade. É preciso lutar pelo fim da reitoria, para que a universidade seja autônoma, independente dos governos burgueses, governada pela comunidade universitária, sem governos unipessoais. É preciso lutar por um governo tripartite dos três setores: estudantes, professores e funcionários, que seja eleito de maneira verdadeiramente democrática, isto é, proporcional, com um voto por cabeça e que portanto encontra sua expressão clara no governo da universidade pela maioria de estudantes que a compõe.