O golpe não é militar, mas a PM já está na USP

Para grupos e partidos da esquerda pequeno-burguesa um golpe não é golpe a não ser que seja um golpe militar. Seguindo esse critério, já foi dado um golpe na USP em 2011 com a Polícia Militar no campus reprimindo e agredindo estudantes e funcionários desde então.

Em 2013 a reitoria efetivou a permanência da Polícia Militar no campus e desde então é oficial o papel que a PM cumpre na USP: acabar com manifestações que possam impedir o projeto tucano de privatização das universidades públicas.

Desde 2011 a PM foi capaz de levar presos dois menores que participavam do Núcleo de Consciência Negra, agir como se comandos de greve fossem criminosos, sacar armas contra menores e fazer o que a Polícia Militar sabe melhor: atacar os estudantes de forma feroz e os negros e pobres de forma mais feroz ainda.

O processo de controle da universidade através da força vai aumentando através de policiais que se infiltram no movimento estudantil: tática reconhecidamente usada em governos ditatoriais.

A USP foi convertida em um modelo de Estado policial. É uma demonstração do início da intervenção militar que pode tomar todo o país. Não seria surpresa intervenções muito mais frequentes de tropas de choque e até uma evolução para elementos das Forças Armadas agirem no campus diante da subida de um governo tucano “puro sangue” ao governo federal. Melhor prevenir e não esperar o “golpe que não é golpe” (segundo alguns) virar um golpe completo.