Eleições gerais, não! derrotar o golpe !

Alguns setores da esquerda tem chamado a palavra de ordem de eleições gerais. Antes de Temer assumir essa já era a política do PSTU e do MES de Luciana Genro (corrente interna do Psol), agora, essa também é a política do PCdoB.

O mandato de Dilma foi suspenso numa operação golpista que envolveu a imprensa capitalista, a Polícia Federal, setores do Poder Judiciário, os partidos de oposição, para derrubar o governo, para impor uma política de ataques à população como o governo golpista de Temer já se colocou para fazer.

A convocação de novas eleições seria a legalização do golpe. A direita está caçando Lula (principal candidato nessas eleições hipotéticas) com objetivo de prende-lo e torna-lo inelegível. Já existe uma grande campanha contra a esquerda por parte da burguesia, poucos dias atrás Eduardo Bolsonaro apresentou um projeto de lei que proíbe o comunismo. Eleições após um golpe são ainda menos democráticas e ilegítimas que eleições normais.

No Egito, foram feitas eleições após o golpe, com o principal partido de oposição caçado e seu candidato preso, e o governo “eleito” é a pior ditadura que o país já viu. O caminho da luta contra o golpe é derrotar todos os golpistas com a força da mobilização e com essa vitória dos trabalhadores convocar uma assembleia constituinte controlada pelo povo para alterar o regime político.