Exclusivo – Jornal da USP Livre! entrevista o BUSP

Ele carrega dezenas milhares de pessoas em um percurso de 18 quilômetros toda semana. Odiado por uns, elogiado por outros, ele tomou o lugar dos antigos Circulares levando, além das pessoas, o orçamento da Universidade para fora do campus. Ele é o BUSP, o nosso entrevistado da semana.

USP Livre: O que você tem a dizer sobre suas filas?

BUSP: Durante a greve não tem muito problemas na fila, não. Mas ano após ano a situa- ção tem ficado cada vez mais complicada, viu? Eu já vi fila passando para o outro lado da estação, o que é ruim para mim, que tenho que carregar o peso. Às vezes eu fico com dó, sabe? Nem colocam abrigo suficiente para quando está chovendo ou com sol forte.

USP Livre: Você se considera bem remunerado pelo serviço que faz?

BUSP: Eu vou confessar que o dinheiro que entra em espécie é pouco, mas o repasse desse cartãozinho que distribuem para os estudantes aí sim, vale a pena. Quer dizer… não para mim, né? Eu sou só o meio. Quem leva vantagem não sou eu e nem a universidade. Mas entra tanto que em alguns dos meus companheiros colocaram até duas catracas. Ainda mais com um percurso tão curto, não vale metade do que recebo. Não vou falar em números para não me comprometer. O bom é que os usuários nem percebem que é pago. Mas um dia acabam com isto. Sabe como é, tudo o que falam é em crise, também vão querer acabar com este cartão, aí vamos ver como vai ficar.

USP Livre: Qual o seu maior sonho?

BUSP: Eu sou solidário. Queria poder atender a todos, sem cobrar nada. Talvez atender outros campi da USP. E também nada de lotação! Queria que não tivessem filas, gente em pé, apertada, nada disso.