Todas as instituições estão comprometidas com o golpe

No início da última semana, em todos os meios de imprensa foi veiculada uma gravação de uma conversa telefônica entre o ex-ministro golpista Romero Jucá e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro e político ligado ao PSDB. As gravações falavam abertamente do conchavo entre as instituições do Estado pela derrubada do governo de Dilma Rousseff.

Falaram de diversos assuntos, mas o que chamou a atenção foi a referencia à Operação Lava Jato como instrumento essencial ao golpe. Sua única função era derrubar o governo. A suposta perseguição aos corruptos era apenas pretexto para perseguir e prender dirigentes petistas, como José Diceu.

A conversa também revela o envolvimento de outros setores, como o Judiciário que teria colocado a queda de Dilma como única saída para resolução da situação de todos os envolvidos na Lava Jato. Os militares também não ficaram de fora, disseram que o Exército esta monitorando o MST e os movimentos sociais para não atrapalharem os planos dos golpistas. O que demonstra, por um lado, que o golpe não se dá sem participação dos militares e por outro lado que a mobilização contra o golpe amedrontou os conspiradores.

Outros citados são o Supremo Tribunal Federal e figurões do PSDB, como Aécio Neves, Aloysio Nunes e ministros sem identificação. Mostram que além do pacto entre o Judiciário e os militares, o STF e o PSDB estão envolvidos. A conversa mostra claramente uma conspiração para o golpe.

No mesmo dia da divulgação do escândalo, Jucá foi exonerado do seu cargo. No entanto, não houve nenhuma perseguição ao golpista. Não foi suspenso do cargo pelo STF, como Lula, muito menos preso passando por cima da imunidade parlamentar, como ocorreu com Delcídio do Amaral. Sua saída serviu apenas para abafar o caso. Eles falaram de um “pacto nacional” que envolve todas instituições do Estado para derrubar Dilma através do impeachment, usando o STF, militares, senadores, deputados e o monopólio de imprensa. Essa conversa entre Jucá e Machado é uma confissão do golpe de Estado.